Alva

A missa

Por que a celebração se chama "missa"?

A missa por dentro: a bênção e o envio

Os últimos minutos, e a surpresa que está no nome: a missa se chama pelo fim, não pelo começo.

Os ritos finais são os mais curtos da celebração, e o nome dela vem justamente daqui.

Os avisos

Se houver, vêm antes da bênção e devem ser breves (IGMR, n. 90). É o lugar certo para eles: a comunidade que acaba de celebrar junta também organiza junta a sua vida.

A bênção

Pode ser a simples, com o sinal da cruz, ou a solene, em três partes, com a assembleia respondendo Amém a cada uma. Nas festas maiores costuma-se usar a solene.

A despedida, e o nome

Aqui está a curiosidade que muita gente não sabe.

A fórmula latina com que o diácono despedia a assembleia era Ite, missa est — algo como "ide, está feito o envio". Dessa palavra final, missa, veio o nome de toda a celebração (Catecismo, n. 1332).

Pense no que isso significa. Entre todos os momentos possíveis — a consagração, a comunhão, o Evangelho —, o nome que ficou foi o do instante em que as pessoas são mandadas embora. A missa se chama pelo seu fim.

Não é acaso. Diz que o que aconteceu ali não termina ali: quem recebeu é enviado. As fórmulas de despedida do Missal atual insistem nisso, falando em ir e anunciar, ir e servir.

O beijo final no altar

O sacerdote volta a beijar o altar, como fez ao chegar, e se retira. A celebração abre e fecha com o mesmo gesto dirigido a Cristo.

O que se leva

A Igreja chama a Eucaristia de fonte e cume de toda a vida cristã (Catecismo, n. 1324). Fonte, porque dela se parte; cume, porque para ela tudo converge.

Quem sai da missa não sai de um compromisso cumprido. Sai enviado — e a palavra que dá nome a tudo o que acabou de acontecer é exatamente essa.

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