Alva

A missa

O que acontece entre o ofertório e o Pai-Nosso?

A missa por dentro: a liturgia eucarística

A parte central da missa, e o que cada trecho da oração eucarística está fazendo.

Aqui está o centro da missa. Tudo o que veio antes preparou, e o que vem depois distribui o que acontece nesta parte.

A apresentação das oferendas

Levam-se ao altar o pão e o vinho. Junto vai a coleta em dinheiro para os pobres e para a Igreja — que é parte do rito, e não um intervalo administrativo no meio da celebração (IGMR, n. 73).

O sacerdote mistura no cálice uma gota de água. O gesto é antigo e carrega um sentido: assim como a água se perde no vinho, quem participa entra na vida de Cristo.

O prefácio

Começa com um pequeno diálogo em que o sacerdote convida a assembleia a levantar o coração e a dar graças — fórmulas que já eram usadas no século III.

Depois vem o prefácio propriamente dito, que muda conforme o tempo e a festa, e que diz por qual motivo se está dando graças naquele dia. São dezenas deles; prestar atenção ao prefácio é o jeito mais rápido de saber o que a Igreja celebra naquela missa.

O Santo

A aclamação que fecha o prefácio junta duas coisas: o louvor dos anjos que Isaías ouviu (cf. Is 6,3) e a saudação da multidão na entrada de Jesus em Jerusalém. O que ela quer dizer está explicado no texto sobre o hosana, nesta mesma seção.

A oração eucarística

É o momento central de toda a celebração (IGMR, n. 78), e tem partes que vale reconhecer:

  • a ação de graças, que já começou no prefácio;
  • a invocação do Espírito Santo sobre o pão e o vinho, pedindo que se tornem o corpo e o sangue de Cristo — é quando o sacerdote estende as mãos sobre as oferendas;
  • o relato da instituição, em que se repetem as palavras e os gestos da última ceia, e a consagração;
  • a memória da paixão, ressurreição e ascensão, logo depois da aclamação do povo;
  • a oferenda, em que a Igreja oferece a vítima e a si mesma;
  • as intercessões, pela Igreja inteira, pelo papa e o bispo, pelos vivos e pelos falecidos;
  • a doxologia final, encerrada pelo Amém da assembleia.

Esse Amém é o mais importante da missa. É por ele que a oração deixa de ser do sacerdote e passa a ser de todos.

O que acontece na consagração

A Igreja ensina que, pela consagração, toda a substância do pão passa a ser o corpo de Cristo e toda a substância do vinho, o seu sangue — conservando-se o que os sentidos percebem. A palavra que os concílios usaram para isso é transubstanciação (Catecismo, n. 1376-1377).

E essa presença não termina quando a missa acaba: é por isso que existe o sacrário, e que se genuflete diante dele (Catecismo, n. 1378).

Por que há várias orações eucarísticas

O Missal traz mais de uma, de extensões e tons diferentes — uma delas é o antiquíssimo Cânon Romano, com os nomes dos mártires de Roma. Há ainda as das missas com crianças e as da reconciliação. A escolha é do celebrante, conforme o dia e a assembleia.

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