A missa
Por que há duas leituras e um salmo antes do Evangelho?
A missa por dentro: a liturgia da Palavra
Deus fala, e a assembleia responde. Como as leituras são escolhidas e por que voltam de três em três anos.
Na liturgia da Palavra, Deus fala ao seu povo e o povo responde — pelo salmo, pela aclamação, pela profissão de fé e pelas preces (IGMR, n. 55). É diálogo, e não leitura em voz alta.
A primeira leitura
Nos domingos vem quase sempre do Antigo Testamento, escolhida por conversar com o Evangelho daquele dia. No tempo pascal ela é substituída pelos Atos dos Apóstolos, para acompanhar o nascimento da Igreja.
O salmo responsorial
Este é o mais mal compreendido de todos. Não é uma terceira leitura: é oração, e é a resposta da assembleia ao que acabou de ouvir (IGMR, n. 61). Por isso se canta, e por isso o povo tem um refrão. Quem está ali não está assistindo ao salmo — está rezando.
A segunda leitura
Só nos domingos e solenidades, e vem das cartas do Novo Testamento. Repare que ela segue o seu próprio caminho, lida quase continuamente semana após semana, e pode não ter relação com as outras duas do dia. Não é descuido: é para que as cartas sejam ouvidas inteiras ao longo do tempo.
A aclamação ao Evangelho
A assembleia se levanta e canta. O gesto é de quem recebe alguém: é Cristo que vai falar, e a aclamação o saúda (IGMR, n. 62). Na Quaresma o Aleluia sai, e entra outra aclamação.
O Evangelho
É o ponto alto da liturgia da Palavra (IGMR, n. 60). Só o diácono ou o sacerdote o proclamam; há velas, às vezes incenso, e o livro pode ser levado em procissão. Os três pequenos sinais da cruz que se fazem antes estão explicados em outro texto desta seção.
A homilia
É obrigatória nos domingos e festas de preceito, e recomendada nos demais dias (IGMR, n. 66). E não é discurso livre sobre o que o pregador quiser: deve partir dos textos lidos e ajudar a vivê-los.
Depois dela, um breve silêncio faz parte do rito (IGMR, n. 56).
O Credo
Nos domingos e solenidades, a assembleia professa junto a mesma fé — com o texto saído dos concílios de Niceia e Constantinopla, ou com o símbolo dos Apóstolos.
A oração dos fiéis
Aqui a assembleia exerce o sacerdócio que recebeu no batismo, rezando pelos outros. A ordem das intenções é dada: pelas necessidades da Igreja, pelos governantes e pela salvação do mundo, pelos que sofrem, e pela comunidade local (IGMR, n. 69-70).
Por que as leituras voltam
Aos domingos o Lecionário tem três anos — A, B e C —, cada um com um dos três primeiros Evangelhos; João entra em tempos próprios. Nos dias de semana são dois anos, I e II.
Quer dizer que, indo à missa aos domingos, você ouve a maior parte da Bíblia em três anos, e que a leitura que lhe soou familiar provavelmente foi ouvida por você três anos atrás.