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Como se faz

Terço e rosário são a mesma coisa?

Terço e rosário: qual a diferença

Terço é a terça parte do rosário. Quase todo mundo usa as duas palavras como sinônimo, e há uma razão para isso.

Muita gente reza a vida inteira sem saber que são coisas diferentes — e não perde nada por isso. Mas a diferença é simples e explica de onde vem a devoção.

Terço é um terço

O rosário tradicional tem quinze dezenas: os mistérios gozosos, os dolorosos e os gloriosos, cinco de cada. São cento e cinquenta ave-marias.

Rezar as quinze de uma vez leva perto de uma hora, e por isso o costume foi dividi-lo em três partes de cinco dezenas, rezadas em dias ou horários diferentes. Cada parte é a terça parte do rosário — daí o nome terço.

Com o tempo, a parte passou a ser chamada pelo nome do todo, e hoje "rezar o rosário" quase sempre quer dizer rezar um terço. O uso consagrou, e não há erro nenhum em falar assim.

De onde vem o número 150

Não é arbitrário. Os monges rezavam diariamente os cento e cinquenta salmos, e quem não sabia ler — que era quase todo mundo — passou a substituí-los por cento e cinquenta ave-marias, contadas em cordas de nós ou em contas.

O rosário nasceu, portanto, como o saltério dos que não liam. É por isso que ele foi sempre uma oração do povo, e não do claustro.

A palavra vem do latim rosarium, coroa de rosas.

E os mistérios luminosos?

Em 2002, na carta Rosarium Virginis Mariae, João Paulo II propôs um quarto grupo de cinco mistérios, dedicados à vida pública de Jesus — o batismo, as bodas de Caná, o anúncio do Reino, a Transfiguração e a instituição da Eucaristia.

Duas coisas importam aqui, e costumam se perder.

A primeira: ele os propôs, e disse expressamente que ficavam à liberdade de cada pessoa e de cada comunidade. Não os impôs, e quem reza o rosário de quinze dezenas não reza um rosário incompleto.

A segunda: eles entram no meio, e não no fim. A ordem passa a seguir a vida de Cristo — infância nos gozosos, vida pública nos luminosos, paixão nos dolorosos, ressurreição e glória nos gloriosos.

Os dias da semana

A distribuição mais difundida hoje é a que a mesma carta propôs: gozosos na segunda e no sábado, luminosos na quinta, dolorosos na terça e na sexta, gloriosos na quarta e no domingo.

É costume, e não lei. Quem reza os mistérios do dia acompanha a Igreja; quem reza outros por algum motivo não faz nada de errado.

O que não muda

Nem quinze dezenas nem vinte tornam a oração melhor. O Rosário é, antes de tudo, contemplar a vida de Cristo com os olhos de Maria — e uma dezena rezada com atenção vale mais que quatro terços rezados correndo.

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