Alva

21º concílio ecumênico

Concílio Vaticano II

Período
1962 a 1965
Lugar
Basílica de São Pedro, Vaticano
Convocado por
Papa João XXIII; concluído por Paulo VI

Não definiu dogmas: quis renovar a Igreja por dentro. É dele a missa em português.

João XXIII convocou-o quando ninguém esperava, e disse que a intenção não era condenar erros, mas apresentar a fé de modo que o mundo daquele tempo pudesse entendê-la. Diferentemente de todos os anteriores, não definiu nenhum dogma novo nem condenou ninguém.

A liturgia foi o que mais se viu: a missa passou a poder ser celebrada na língua de cada povo, com a assembleia participando das respostas e dos cantos, e com leituras bíblicas muito mais abundantes. É deste concílio a missa em português.

A Igreja foi apresentada antes de tudo como o Povo de Deus, a caminho na história, em que todos — bispos, padres, leigos — partilham o mesmo batismo. E com isso veio a afirmação de que a vocação à santidade é de TODOS os batizados, e não de um grupo de escolhidos: o pai de família, a operária, o estudante são chamados à santidade no próprio estado de vida.

A Escritura voltou ao centro da vida católica, com o incentivo expresso a que os fiéis a lessem.

A liberdade religiosa foi reconhecida como direito fundado na dignidade da pessoa: ninguém deve ser forçado a crer, nem impedido de viver a própria fé.

A relação com os judeus e com as outras religiões mudou de tom. O concílio recusou expressamente a acusação de que os judeus, como povo, seriam responsáveis pela morte de Cristo, e condenou toda forma de antissemitismo.

Encerrou-se em 1965, e a Igreja atravessou as décadas seguintes discutindo como aplicá-lo — discussão que continua.

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