7º concílio ecumênico
II Concílio de Niceia
- Período
- 787
- Lugar
- Niceia
- Convocado por
- Imperatriz Irene, com o papa Adriano I
Restabeleceu a veneração das imagens, distinguindo-a da adoração devida só a Deus.
Por mais de meio século os imperadores de Constantinopla mandaram destruir as imagens sagradas, acusando de idolatria quem as venerava. Mosteiros foram fechados, monges perseguidos e obras de arte incalculáveis destruídas.
O concílio restabeleceu a veneração e explicou por quê: o cristão não adora a madeira nem a tinta. A honra prestada à imagem passa àquele que ela representa — quem beija a fotografia de alguém não beija o papel.
O argumento de fundo é a Encarnação: Deus se fez visível, e por isso pode ser representado. Negar a imagem seria, no limite, negar que ele tomou carne.
Distinguiu-se com cuidado a veneração, que se presta aos santos e às imagens, da adoração, devida só a Deus — distinção que responde até hoje à objeção mais comum feita aos católicos (Catecismo, n. 1159-1162; 2131-2132).