Alva

12º concílio ecumênico

IV Concílio de Latrão

Período
1215
Lugar
Basílica de Latrão, Roma
Convocado por
Papa Inocêncio III

O maior concílio da Idade Média: confissão e comunhão ao menos uma vez por ano — e medidas contra judeus e muçulmanos que a Igreja hoje lamenta.

Reuniu mais de mil e duzentos participantes e é o concílio medieval de efeito mais duradouro sobre a vida comum dos fiéis.

Dele vem a obrigação de confessar-se ao menos uma vez por ano e de comungar ao menos na Páscoa — regra que a Igreja mantém como preceito mínimo (Catecismo, n. 1389, 1457). Foi ele também que empregou oficialmente a palavra transubstanciação para dizer que, na Eucaristia, pão e vinho passam a ser de fato o corpo e o sangue de Cristo.

Aprovou ainda a forma de vida das ordens mendicantes, que então começavam, e obrigou os bispos a pregar e a cuidar da formação do clero.

E tomou decisões que é preciso dizer sem rodeio: impôs a judeus e muçulmanos o uso de vestes que os distinguissem dos cristãos, e restringiu-lhes o exercício de cargos públicos. A medida foi aplicada de formas variadas por séculos e está entre os antecedentes históricos da discriminação que culminaria em tragédias muito posteriores. O Concílio Vaticano II e os papas do século XX romperam expressamente com essa orientação, e João Paulo II pediu perdão pelos pecados cometidos contra o povo de Israel.

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