6º concílio ecumênico
III Concílio de Constantinopla
- Período
- 680 a 681
- Lugar
- Constantinopla
- Convocado por
- Imperador Constantino IV, com o papa Agatão
Definiu que Cristo tem duas vontades, a divina e a humana — e não apenas uma.
A última tentativa imperial de reconciliar os adversários de Calcedônia foi sugerir que, embora houvesse duas naturezas em Cristo, haveria nele uma só vontade.
O concílio recusou, e a razão é mais profunda do que parece: uma natureza humana sem vontade própria não seria humana de verdade. Se Cristo não teve vontade humana, não houve escolha em Getsêmani, quando pediu que o cálice passasse e em seguida se entregou ao Pai (cf. Mt 26,39) — e a obediência dele seria encenação.
Definiu-se então que há em Cristo duas vontades e duas operações, a divina e a humana, e que a humana se submete à divina livremente, sem ser suprimida por ela (Catecismo, n. 475).
O mesmo concílio condenou nominalmente o papa Honório I, morto havia quarenta anos, por não ter impedido o erro. É o único caso de um papa condenado por um concílio ecumênico, e foi longamente discutido no Vaticano I.