4º concílio ecumênico
Concílio de Calcedônia
- Período
- 451
- Lugar
- Calcedônia, junto a Constantinopla
- Convocado por
- Imperador Marciano
Definiu que Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, numa só pessoa.
Depois de Éfeso, o pêndulo foi longe demais para o outro lado: passou-se a ensinar que em Cristo a natureza humana fora absorvida pela divina, como uma gota de água no mar.
Calcedônia definiu a fórmula que a Igreja usa desde então: Cristo é uma só pessoa em duas naturezas, divina e humana, que se unem sem confusão, sem mudança, sem divisão e sem separação. Quatro negações que, juntas, cercam o mistério sem pretender explicá-lo.
A definição apoiou-se na carta que o papa Leão Magno enviara a Flaviano dois anos antes.
É preciso dizer o custo: várias Igrejas do Oriente não aceitaram a fórmula e se separaram — as Igrejas copta, armênia, siríaca e etíope. A separação dura até hoje, embora as declarações conjuntas das últimas décadas reconheçam que a divergência era, em boa parte, de vocabulário.